(…) É como uma droga, sem nome, correndo pelo corpo, disposta a atravessar milhões de quilômetros com a intenção de atingir apenas o subconsciente de uma pobre Carne.
O veneno se expande e atinge o pensamento;
Está agindo.
O sentimento desconhecido fica gritando, ardendo. Nostalgia, loucura, orgasmo, paixão, luxúria ou vingança, nenhum deles chegam perto daquele sentimento que ecoa dentro daquela maldita Carne.
Desejo, tudo girando em torno do desejo. A vontade de se jogar, sentir, ter poder, o materialismo tântrico, a essência imunda, a paralisia do corpo.
Apenas coisas.
Ou não.
A Carne se sente como uma besta fera, feroz, viva e ativa à custa da lastimável perda da memória corrosiva.
A Carne chegou à conclusão que sempre teve, somos reações, apenas reações, humilhadas reações.
Justo a Carne, que um dia achou que fosse uma ação!
Grandiosidade.