A vida se resumiria em arte, ou não.

Junho 20, 2008 by fabricadeilusoes

Arte, o que é arte hoje em dia?

Com a arte conquistamos tudo o que queremos, basta fazer arte; seja pintando, desenhando, escrevendo, e até mesmo pensando. Terrorismo poético, a arte revolucionária, gritar com a arte, nada como colocar os pensamentos no papel, brincando e conquistanto o mundo, fazer pequenas coisas, uma simplicidade que pode mudar gerações. Hakim Bey, o porta-voz da humanidade:

ESTRANHAS DANÇAS NOS SAGUÕES de Bancos 24 Horas. Shows pirotécnicos não autorizados. Arte terrestre, trabalhos-telúricos como bizarros artefatos alienígenas espalhados em Parques Nacionais. Arrombe casas, mas, ao invés de roubar, deixe objetos Poético-Terroristas. Rapte alguém e faça-o feliz. Escolha alguém aleatoriamente e convença-o de que ele é herdeiro de uma enorme, fantástica e inútil fortuna: digamos 8000 quilômetros quadrados da Antártida, ou um velho elefante de circo, ou um orfanato em Bombaí, ou uma coleção de manuscritos alquímicos. Mais tarde, ele irá dar-se conta de que acreditou por alguns poucos momentos em algo extraordinário, e talvez, como resultado, seja levado a buscar uma forma mais intensa de viver.

Pregue placas comemorativas de latão em locais (públicos ou privados) onde experimentaste uma revelação ou tiveste uma experiência sexual particularmente especial, etc.

Ande nu por aí.

Organize uma greve em sua escola ou local de trabalho, com a justificativa de que não estão sendo satisfeitas suas necessidades de indolência e beleza espiritual.

A Arte do grafitte emprestou alguma graça a metrôs horrendos e rígidos monumentos públicos. A arte Poético-Terrorista também pode ser criada para locais públicos: poemas rabiscados em banheiros de tribunais, pequenos fetiches abandonados em parques e restaurantes, arte xerocada distribuída sob limpadores de pára-brisa de carros estacionados, Slogans em Letras Grandes grudados em muros de playground, cartas anônimas enviadas a destinatários aleatórios ou escolhidos (fraude postal), transmissões piratas de rádio, cimento fresco…

A reação da audiência ou o choque estético produzido pelo Terrorismo Poético deve ser pelo menos tão forte quanto à emoção do terror: nojo poderoso, excitação sexual, admiração supersticiosa, inspiração intuitiva repentina, angústia dadaísta - não importa se o Terrorismo Poético é direcionado a uma ou a várias pessoas, não importa se é “assinado” ou anônimo; se ele não muda a vida de alguém (além da do artista), ele falhou.

O Terrorismo Poético é um ato em um Teatro de Crueldade que não tem palco, nem assentos, ingressos ou paredes. Para funcionar, o TP deve ser categoricamente divorciado de todas as estruturas convencionais de consumo de arte (galerias, publicações, mídia). Mesmo as táticas guerrilheiras Situacionistas de teatro de rua já estão muito bem conhecidas e esperadas, atualmente.

Uma requintada sedução levada adiante não apenas pela satisfação mútua, mas também como um ato consciente por uma vida deliberadamente mais bela: este pode ser o Terrorismo Poético definitivo. O Terrorista Poético comporta-se como um aproveitador barato cuja meta não é dinheiro, mas MUDANÇA.

Não faça TP para outros artistas, faça-o para pessoas que não perceberão (pelo menos por alguns momentos) que o que acabaste de fazer é arte. Evite categorias artísticas reconhecidas, evite a política, não fique por perto para discutir, não seja sentimental; seja impiedoso, corram riscos, vandalizem apenas o que precisa ser desfigurado, faça algo que as crianças lembrarão pelo resto da vida - mas só seja espontâneo quando a Musa do TP tenha te possuído.

Fantasia-te. Deixa um nome falso. Seja lendário. O melhor TP é contra a lei, mas não seja pego. Arte como crime; crime como arte.

Dance, monkeys, dance!

Junho 11, 2008 by fabricadeilusoes

Agora vejo como é fácil ter uma boa idéia, pensar como ela poderia mudar situações desagradáveis ao atual meio em que estamos e, ao mesmo tempo, não saber como relatá-la; E quando chega na hora da aquele “branco” em nossa mente. Mais não venho aqui como uma humana xiita tentando chamar a atenção, afinal só escrevo para meu próprio ego, para meu próprio consolo mental(aliás o humanismo secular está aí para isso, hahaha).

Se temalguém olhando para o céu, de repente vários humanos param para olhar para a mesma coisa. Mas não olham para o próprio benefício, nem para se auto-agradarem; olham apenas para se satisfazerem pela

curiosidade alheia, e logo, se sentem beneficiados por isso. E é gozado como rimos, falamos, andamos, percebemos, invejamos, trabalhamos, “pecamos” perante a lei do homem; e assim esquecemos de lembrar que somos apenas macacos. Macacos impuseram as leis, macacos nos governam, macacos roubam, macacos matam, macacos pecam, macacos pensam, macacos querem ser os melhores macacos do mundo e assim nos tornamos farinha do mesmo saco.

Dance, monkeys, dance:

A morte (…)

Junho 9, 2008 by fabricadeilusoes
É incrível como nossos comentários e pensamentos vem sendo a cada dia que passa “mais” relevante. Não tenho saco pra escrever tudo que penso, até mesmo porque se eu escrever possivelmente ninguém
vai entender ou até mesmo podem entender… de forma errada. Esses dias andei parando um pouco, pensando, relaxando, sentindo a brisa e admirando a vida, e foi
incrível como tive a audácia de parar para analisar cada frase, palavra e até mesmo vírgulas que saiam
da boca de cada pessoa que tive a intenção de ficar escutando. O que mais escutei foram pessoas falando “Eu adoro viver, não existe nada mais legal que viver, que ter
amigos, que curtir a vida e blá blá blá”. Tudo bem, eu podia até apoiar se eu não vivesse me queixando da vida e reclamando, pensando o
quão inútil ela pode ser; E nessa história toda onde é que fica os que não tem opção de escolha da vida? Mas tudo que se faz pode se superar. Mas não é qualquer um que supera assim facilmente. A vida não é fácil, não é fácil viver, e a morte existe meu caro (…) O ser humano é o ser mais ridículo que existe no mundo. Um ser que é capaz de reclamar da
morte e contemplá-la como se fosse uma das sete maravilhas do mundo, o que mais vemos são pessoas admirando o pôr-do-sol, a única cena do dia que lembra a morte,
algo glorioso indo embora e levando embora tudo o que passamos durante o dia, e se tiver alguém
que não goste do pôr-do-sol que atire a primeira pedra. Mais isso não vem ao caso neste momento. Só pensando mesmo, apenas uma simples coisa; Ser humano é difícil.

Sem muitos rodeios por aqui, apenas querendo deixar uma pequena mensagem do Pedro Bial:

“Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos.
Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada.
Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena.
Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que e causa em todos os que ficam.
A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada,está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre.
Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.
Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente…
De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.
Qual é? Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas.
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas , mulheres e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo.
Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.
Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida…
Perdoe….sempre.”

Junho 5, 2008 by fabricadeilusoes

Ren Honjou and Nana Oosaki: Ficaram juntos por mais ou menos um ano até o Ren sair de sua banda e ir para outra cidade, para outra banda; Ele chamou-a para ir com ele para Tokyo mas Nana não quis pensar no amor deles e orgulhosa, fingiu querer trabalhar sem se importar com isso, fãs de Sex Pistols, o consideravam como Sid & Nancy e Nana prendeu no pescoço dele uma corrente com um cadeado preso igual ao do Sid Vicious, Ren é baixista, assim como o mesmo. Nana tem tatuado no braço squerdo uma Flor de Lótus que significa ‘ren’. Nana é orgulhosa , fria e finge não ser fraca se tratando de amor, quando ela decide ir embora de vez para Tokyo diz que vai a trabalho e não pelo Ren, então trabalha, se esforça para não encontrar Ren e decide ser bem melhor que ele que toca na banda rival que a dela. Quando eles se encontram, friamente ela diz que não foi reatar com ele e acabam ficando mesmo (…)

Mera coincidência de uma vida que estou cansada de conhecer.

Junho 3, 2008 by fabricadeilusoes

Escrevendo para desabafar (…)

Gostei tanto de apagar meu orkut, tive isso como uma atitude incrível num momento angustiante. Muitas pessoas vieram me perguntar o porque disso, o porque dessa revolta toda, e acham isso um absurdo. Alienados! Acham que essa atitude foi grosseira e que eu não deveria ter feito isso, para os alienadinhos de plantão eu nem ligo tanto porque só querem contato, mas para quem se importou comigo vieram me perguntar se eu estava passando por um momento difícil e blá blá blá. A questão que quero chegar é que estou feliz com isso, sai daquela rotina, daquela alienação e me sinto totalmente livre(totalmente?). Não chega pra tanto, porque por mais que eu queira me sentir livre, me sinto sozinha. Minha rotina sempre foi e sempre será a mesma por mais que eu não queira. Minha melhor amiga é minha mãe, nela posso confiar porque sei que nunca vai me trair e por ser mãe, se todos contassem seus segredos para as mães e tivessem a confiança delas o mundo seria bem melhor. Mais choro mesmo pelo fato da minha mãe viajar sempre e me deixar sozinha quando eu mais preciso dela, por causa de situações desagradáveis como essa acabo me envolvendo com coisas que não gosto(não falo de drogas, caralho ¬¬) digo que os famosos “círculos sociais” que temos para necessidades de companhias. Hahaha, porque isso existe mesmo? Odeio escola. Escola são prisões. Odeio todos da escola. Odeio aquela galerinha marista de coração. Odeio aquela gentinha sem compaixão. Saiba só de uma coisa: Ninguém na escola se preocupa com nada além do seu próprio ego. Se tratando de garotos: são desimportantes, pelo menos na minha vida; consigo ser feliz sem garotos, isso mesmo, nada de garotos. Garotos são seres detestáveis(não que eu seja lésbica ou coisa do tipo) mais pelo menos nessa fasezinha de merda na faixa que vai dos 13 ao 18, saiba que só querem se divertir as suas custas e que nao te amam. Isso mesmo, não te amam. Nossa, uma peripécia que escuto no meu dia-a-dia de meninas que não tem um mínimo de senso: “Quero tanto um menino que me dê flores, que me ame, e que me trate como uma princesa. Mais eu gosto mesmo é dos safados, aqueles que tem a ‘pegada’ “. Um conselho: meninas, se dêem o valor, posso até implorar por isso. O movimento feminista não está de brincadeira, e descobri assim, que as mulheres já conseguiram seu pleno papel no século XXI, hoje são livres pra fazerem o que bem entenderem mais o respeito que elas querem tanto são as mesmas que tem que se dar primeiro para que depois recebam-a em troca. Bem, estou falando como se soubesse realmente aconselhar alguém, hahaha, pode até ser que eu possa mudar a concepção de alguém mais sei que nunca vou mudar a minha, e isso me deixa muito, mais muito intrigada mesmo. A única coisa que quero nesses meus dias finais aqui em São Luis, é poder mudar algumas concepções de quem amo, e tem uma coisa que ainda não descobri o que quero fazer, mais sei que vou fazer.